A gestão de projetos ágeis é conhecida por viabilizar a quebra de paradigmas organizacionais, ao passo que a tradicional se consolidou após muitos usos e aplicações em diferentes cenários. Afinal, qual delas é adequada para a sua rotina?

Preparamos este post para responder essas e outras questões acerca do tema, que é cada vez mais relevante nas empresas. Acompanhe o conteúdo até o fim para saber quais são as maiores diferenças entre elas e as principais vantagens oferecidas em variados contextos. Boa leitura!

Gestão de projetos tradicionais

A gestão de projeto tradicional é marcada, sobretudo, pelo planejamento antecipado e extremamente detalhado que se faz a respeito de todas as etapas a serem percorridas. As fases são sequenciais, ou seja, somente inicia-se a próxima etapa caso tenha terminado a atual.

Para esse modelo de trabalho, o gestor muitas vezes assume uma postura vertical — uma relação entre comando e controle é estabelecida e a equipe tem limitações bastante claras no que tange flexibilidade e criatividade. As especificações definidas são mais importantes que outros aspectos. E até as atividades de cada membro da equipe é estruturada por seu gestor.

Custos e prazos são apenas consequências dos objetivos centrais. Portanto, se o seu cliente quer um software responsivo, com total excelência em UX/UI e número significativo de funcionalidades, isso deve ser entregue de forma completa, independentemente do resto. Frameworks como PMI e PRINCE2 exemplificam bem esse modelo.

Gestão de projetos ágeis

Em um projeto orientado por métodos ágeis, a realidade é bastante distinta do contexto convencional. Em primeiro lugar, o planejamento acontece de forma interativa e incremental, isto é, alguns pontos são descobertos e ajustados ao longo do percurso, o que possibilita a implementação de melhorias e convida a equipe à proposição de ideias.

Nesses projetos, há como definir um objetivo e garantir que ele será alcançado. Contudo, não é possível definir quais e quantas alterações serão necessárias para se chegar a essa finalidade. Aqui, as especificações não são mais relevantes que os prazos e custos estabelecidos — ganhar tempo e reduzir erros são metas consideradas a todo tempo.

Eles também são reconhecidos pela capacidade de focar na resolução dos problemas apresentados sem perder de vista o orçamento e a urgência. Se o cliente precisa de um app em três meses e tem poucos recursos para investir, uma solução será entregue dentro desse período, mesmo sem atender completamente às demandas. Para minimizar as consequências desse efeito, protótipos e testes são usados como demonstrativos do produto final, a fim de evitar maiores surpresas.

Autogestão das equipes e horizontalidade são princípios que se destacam nesses moldes. Muitas vezes, os times já sabem qual é a próxima etapa e prosseguem sem que o líder precise fazer cobranças ou acompanhar todas as fases. Alguns exemplos de método e frameworks são Scrum, Dynamic System Development Method (DSDM) e Extreme Programming (XP).

As principais diferenças entre ambas

Uma das principais diferenças é o tempo de resposta. Quando se trabalha no método tradicional, limite de tempo e acompanhamento do projeto dificilmente estão alinhados. Dessa forma, é quase impossível obter uma resposta durante o caminho.

Com um modelo de agilidade e os conceitos do manifesto ágil, as adaptações são viáveis, porque existe a chance de realizar uma avaliação no máximo a cada mês, por exemplo. Sendo assim, podemos verificar se estamos no caminho correto ou não, além de contar com devolutivas dos clientes enquanto a execução acontece.

Portanto, a diferença básica é: o modelo tradicional não tem o acompanhamento do cliente e, mesmo que tenha, ele não é sistematizado. Na prática, isso reduz a viabilidade das adaptações, porque as mudanças podem ser tratadas como serviços à parte, que não se enquadram no projeto inicial. Em projetos ágeis, em vez das discussões contratuais, essa relação ganha um caráter essencialmente colaborativo.

O controle de orçamento é outra divergência nítida. Nas metodologias tradicionais, o custo é fechado e não se considera a previsibilidade das alterações para estimá-lo. Isso tende a comprometer o andamento do projeto, porque algumas modificações podem ser imprescindíveis. Nas ágeis, não há nenhum problema em solicitar alterações a partir das entregas mínimas que não afetem os objetivos das Sprints — basta ter o mapeamento dos outros processos e as etapas em mãos.

As diferenças também são significativas no que diz respeito à gestão de riscos. Nas abordagens tradicionais, a ênfase recai sobre o planejamento inicial, porque ele é a base para identificar e elaborar as respostas para os riscos envolvidos. Na maioria das vezes, apenas um colaborador fica encarregado dessas atribuições. Nas ágeis, qualquer pessoa da equipe pode identificar os riscos a qualquer momento. Desse modo, a responsabilidade é coletiva, o que contribui para a mitigação de riscos.

Vale frisar que, na gestão guiada pela mentalidade ágil, a colaboração é mais importante que as ferramentas e os processos. O ambiente também precisa ser aberto à inovação. A documentação, por sua vez, não é tão relevante quanto as entregas e o projeto não pode ser um refém do planejamento, por mais que ele seja necessário para organizar as fases de execução.

As aplicações indicadas para cada uma

Embora a agilidade seja uma tendência presente em vários mercados, principalmente no desenvolvimento de softwares, é necessário frisar que as abordagens tradicionais ainda não caíram em desuso.

Como os projetos fixos não estão extintos — o que é explicado pela resistência à mudança organizacional —, é possível dizer que passamos por um período de mistura entre as diferentes metodologias de gestão. É muito difícil encontrar uma empresa que é apenas tradicional. Na área de TI, por exemplo, a implementação de projetos ágeis é cada vez maior.

Em um artigo científico publicado pela revista acadêmica Production, os autores chamam a atenção para diversos aspectos antes de escolher o modelo de gestão. Alguns fatores a serem analisados são:

  • a elaboração do plano de projeto;
  • o controle de tempo;
  • os detalhes de cada atividade;
  • o escopo;
  • as garantias de entrega;
  • o planejamento.

Enfim, a gestão de projetos ágeis e as metodologias tradicionais podem caminhar juntas ou separadas, dependendo dos objetivos em questão.

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